UX Designer, UI Designer e Product Designer têm currículos diferentes. Este guia mostra exatamente o que muda entre eles — palavras-chave, estrutura, erros comuns e exemplos reais para o mercado brasileiro.
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palavras-chave ATS
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Designers têm um viés perigoso na hora de procurar emprego: acreditam que o portfólio resolve tudo. "O recrutador vai ver meu Behance e entender." Mas o recrutador não vai ver nada se o currículo não passar primeiro pelo ATS.
A Gupy, 99Jobs e outros sistemas de triagem automatizada não abrem links. Não visualizam PDFs interativos. Não leem Figma. Eles leem texto. E se o texto do seu currículo não contém as palavras-chave certas, na estrutura certa, sua candidatura morre antes de qualquer humano avaliar seu trabalho.
O problema se agrava porque muitos designers criam currículos visualmente elaborados — duas colunas, ícones, barras de habilidade, infográficos. Isso demonstra senso estético, mas o ATS não enxerga design. Ele enxerga strings de texto. Um currículo bonito que o sistema não consegue ler é um currículo invisível.
O que diferencia quem é chamado para entrevista:
As próximas seções mostram o que muda entre UX Designer, UI Designer e Product Designer — e como ajustar seu currículo para cada especialização.
As três especializações projetam experiências, mas resolvem problemas diferentes. O currículo precisa refletir isso — e a maioria não reflete.
| UX Designer | UI Designer | Product Designer | |
|---|---|---|---|
| O que faz | Pesquisa, define problemas e projeta fluxos que resolvem necessidades reais do usuário | Cria interfaces visuais, sistemas de componentes e a camada visual do produto | Conecta negócio, tecnologia e usuário — faz discovery e delivery de ponta a ponta |
| Entrega principal | Pesquisas, personas, journey maps, wireframes, testes de usabilidade | Design systems, mockups de alta fidelidade, style guides, protótipos interativos | Definição de problema, hipóteses validadas, solução prototipada e acompanhada em produção |
| Fala com quem | Usuários finais, PMs, pesquisadores, stakeholders de negócio | Desenvolvedores front-end, brand team, outros designers | PMs, engenharia, dados, stakeholders de negócio, liderança |
| Skill principal | User Research + Information Architecture | Visual Design + Design Systems | Product Thinking + facilitação cross-functional |
| Métrica de impacto | Task completion rate, SUS score, redução de erros | Consistência visual, velocidade de desenvolvimento, acessibilidade | Conversão, retenção, NPS, OKRs de produto |
| Faixa salarial BR (2026) | R$5k-15k | R$4k-12k | R$7k-20k |
Portfólio não substitui currículo
Mesmo que seu Behance tenha 50 projetos impecáveis, a Gupy não vai abrir ele. O ATS lê texto. Se as palavras-chave da vaga não estiverem no corpo do currículo, sua candidatura é eliminada antes de qualquer recrutador clicar no seu link. Portfólio complementa o currículo — não substitui.
O UX Designer é o profissional que descobre o que precisa ser resolvido antes de desenhar qualquer tela. Recrutadores procuram alguém que sabe conduzir pesquisa, sintetizar achados e transformar insights em decisões de design fundamentadas — não apenas alguém que sabe usar Figma.
UX Designer com 4 anos de experiência em pesquisa com usuários, arquitetura de informação e design de interação. Conduzi mais de 80 testes de usabilidade e entrevistas que direcionaram decisões de produto em fintechs e healthtechs. Ferramentas: Figma, Maze, Hotjar, Miro. Portfólio: seusite.com/ux
O Product Designer é o profissional mais generalista do trio. Ele não apenas pesquisa ou desenha — ele participa da definição do problema, propõe soluções, valida hipóteses e acompanha métricas depois do lançamento. Recrutadores procuram alguém com visão de produto, não apenas habilidade de execução visual.
Product Designer com 5 anos de experiência em discovery, prototipação e entrega de funcionalidades em produtos B2B SaaS. Experiência liderando squads multifuncionais e conectando métricas de produto com decisões de design. Ferramentas: Figma, Amplitude, Maze, Notion. Portfólio: seusite.com/product
PM e Product Designer: sobreposição é normal
No mercado brasileiro, muitas empresas esperam que o Product Designer atue quase como um PM. Se você faz discovery, escreve hipóteses, prioriza backlog ou facilita cerimonias, mencione no currículo. Essa sobreposição é vista como ponto forte, não como confusão de papel.
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Analisar meu currículo grátisAs palavras-chave abaixo são as mais frequentes em vagas brasileiras de design em 2026. Use como referência — mas sempre priorize os termos que aparecem na vaga específica que você está mirando.
| Categoria | Palavras-chave |
|---|---|
| Research | User Research, Entrevista com Usuário, Teste de Usabilidade, Card Sorting, Diary Study |
| Métodos | Design Thinking, Double Diamond, Jobs to Be Done, Lean UX |
| Ferramentas | Figma, Miro, Maze, Hotjar, UserTesting, Optimal Workshop |
| Entregáveis | Wireframe, Persona, Journey Map, Information Architecture, Service Blueprint |
| Métricas | Task Completion Rate, SUS Score, Time on Task, Error Rate, NPS |
| Categoria | Palavras-chave |
|---|---|
| Visual | Visual Design, Tipografia, Cor, Layout, Grid, Iconografia |
| Sistemas | Design System, Component Library, Style Guide, Design Tokens |
| Ferramentas | Figma, Sketch, Adobe XD, Illustrator, Storybook, Zeplin |
| Técnico | Responsive Design, Acessibilidade, WCAG, Mobile First, Handoff |
| Interação | Micro-interação, Animação, Protótipo Interativo, Motion Design |
| Categoria | Palavras-chave |
|---|---|
| Discovery | Product Discovery, Opportunity Solution Tree, Assumption Mapping, User Interview |
| Delivery | Sprint, Kanban, Agile, Definition of Done, Design QA |
| Ferramentas | Figma, Amplitude, Mixpanel, Maze, Notion, Jira |
| Colaboração | Cross-functional, Squad, Stakeholder Management, Design Critique, Workshop Facilitation |
| Métricas | Conversão, Retenção, NPS, OKR, A/B Testing, Feature Adoption |
Não copie tudo
Essas listas são referência. Use apenas as palavras-chave que correspondem à vaga real que você está se candidatando. A Gaia da Gupy analisa contexto — se você lista "Service Blueprint" mas não descreve nenhuma experiência com service design, o termo não ajuda e pode passar a impressão de currículo inflado.
Esse é o erro mais comum e mais caro. Designers criam currículos com duas colunas, barras de habilidade, ícones, infográficos e layouts criativos. O resultado é bonito — e completamente ilegível para a Gupy, Lever, Greenhouse e qualquer outro ATS.
O sistema lê o documento linearmente, de cima para baixo. Duas colunas viram texto embaralhado. Barras de progresso viram caracteres sem sentido. Ícones desaparecem. Seu currículo visual vira um bloco de texto incoerente no banco de dados do recrutador.
"Meu trabalho fala por si." Não fala — porque o ATS não abre links. Muitos designers colocam um link para o Behance e deixam o currículo quase vazio. O resultado: a candidatura é eliminada automaticamente por falta de palavras-chave, e o portfólio nunca é visto.
O currículo precisa contar a história completa. O portfólio complementa com evidência visual, mas o texto do currículo é o que abre a porta.
"Redesign de interface do app." Qual app? Quantos usuários? O que mudou? Designers frequentemente descrevem entregas sem mencionar resultados. Para o recrutador, um redesign que aumentou conversão em 23% e outro que não moveu nenhuma métrica são indistinguíveis se o currículo só diz "fiz redesign".
Métricas que designers podem usar: conversion rate, task completion rate, tempo de tarefa, chamados de suporte reduzidos, SUS score, NPS, abandono de fluxo, retenção.
"Figma, Sketch, Adobe XD, Photoshop, Illustrator, InVision, Miro, Hotjar, Amplitude, Maze." Uma lista de 10 ferramentas sem explicar como você usou cada uma é ruído. Recrutadores querem saber se você usou Figma para montar um design system com 200 componentes ou apenas para fazer mockups estáticos. O contexto diferencia.
As primeiras 2-3 linhas do currículo são o trecho mais lido pelo recrutador e o primeiro bloco de texto que o ATS indexa. Muitos designers pulam direto para a experiência ou colocam um resumo genérico como "Designer apaixonado por criar experiências incríveis." Esse é o espaço para concentrar sua especialização, anos de experiência, ferramentas principais e um resultado concreto.
Regra para bullets de design
Se o bullet descreve a entrega sem mencionar o impacto, reescreva. Teste: "Criei wireframes para o app" — qualquer designer na mesma posição escreveria isso. Não diferencia. "Prototipei 3 fluxos alternativos, testei com 8 usuários e validei solução que reduziu tempo de tarefa em 40%" — isso ninguém copia.
Exemplos reais de como transformar bullets genéricos em bullets que passam no ATS e impressionam o recrutador.
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Analisar meu currículo grátisA ordem das seções importa — tanto para o ATS quanto para o recrutador que vai decidir em 7 segundos se continua lendo. Esta é a estrutura que funciona para UX, UI e Product Designer:
Este é o ponto onde designers mais erram. A tentação de criar um currículo visualmente sofisticado é real, mas contraproducente para candidaturas via ATS. A regra é:
| Certificação | Melhor para |
|---|---|
| Google UX Design Certificate | UX Designers em início de carreira |
| Nielsen Norman Group UX Certification | UX Designers pleno/sênior (referência internacional) |
| Interaction Design Foundation | Todos (fundação teórica sólida) |
| Figma Certified Professional | UI Designers e Product Designers |
| CPUX (Certified Professional for Usability) | UX Designers com foco em usabilidade |
Certificação importa mais no início
Para designers com 3+ anos de experiência, o recrutador olha seu portfólio e resultados primeiro. Certificações ajudam mais em transição de carreira (ex: desenvolvedores migrando para UX) ou para comprovar especialização em área específica como acessibilidade ou research. Não encha o currículo com cursos online de plataformas genéricas.
Precisa dos dois. O portfólio mostra o que você sabe fazer, mas o currículo é o que passa pelo filtro do ATS (como Gupy e 99Jobs) antes de qualquer humano ver seu trabalho. Sem um currículo com as palavras-chave certas, seu portfólio nunca será aberto. O ideal é um currículo otimizado para ATS com um link claro para o portfólio no topo.
Depende da especialização. Para UX: User Research, Usability Testing, Journey Map, Wireframe, Information Architecture, Design Thinking. Para UI: Design System, Figma, Responsive Design, Style Guide, Component Library, Acessibilidade, WCAG. Para Product Designer: Discovery, Delivery, A/B Testing, OKR, Cross-functional. Sempre espelhe os termos exatos da vaga.
Não para a candidatura via ATS. Currículos com layout em duas colunas, ícones, barras de progresso e infográficos são mal interpretados por sistemas como a Gupy. O currículo que passa no ATS é texto puro, coluna única, sem gráficos. Reserve a criatividade visual para o portfólio — é lá que o recrutador avalia seu senso estético.
Use métricas de negócio e de usabilidade: aumento de conversão (ex: +23% no signup após redesign), redução de chamados de suporte (-40%), melhoria de task completion rate (de 62% para 89%), redução de tempo de tarefa, NPS ou SUS score. Se não tem acesso a métricas, descreva o escopo: número de telas redesenhadas, fluxos criados, usuários impactados, squads que adotaram o design system.
Não é obrigatório, mas entender o básico de HTML, CSS e como componentes funcionam em React ou Flutter facilita a comunicação com desenvolvedores e aparece como diferencial em vagas brasileiras. No currículo, mencione se você faz handoff detalhado no Figma com specs de desenvolvimento, usa design tokens ou colabora diretamente no code review de front-end.
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